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Como os exercícios físicos podem ajudar a minha saúde mental?

Confira alguns dos benefícios que os exercícios físicos trazem para a nossa vida, principalmente para a saúde mental!

18/04/2022Tempo de leitura: 4 mins

Redação Por: Redação

Exercícios físicos podem ajudar a saúde mental | Foto: Pexels

Que os exercícios físicos contribuem para uma vida mais saudável, você já sabe. Mas se o foco agora é melhorar o bem-estar emocional, saiba que se movimentar pode fazer mais por sua mente do que imagina. E a boa notícia: não existe fórmula única — de caminhadas a treinos funcionais, cada modalidade pode ser uma aliada.

Como os exercícios físicos agem na saúde mental?

Quando praticamos atividade física com frequência, nosso corpo passa a produzir mais serotonina, dopamina, endorfina e noradrenalina — neurotransmissores diretamente ligados ao humor, foco, motivação e bem-estar. De acordo com Amanda Galindo, professora do Smart Fit Coach, esse processo funciona como um espelho: “uma vida ativa influencia em uma mente ativa; uma vida inativa, sem estímulos, tende a afetar negativamente a saúde mental”.

Além disso, há melhora da oxigenação cerebral e do fluxo sanguíneo, o que estimula funções cognitivas como memória, concentração e capacidade de tomada de decisão. Por isso, quem busca mais foco e clareza mental encontra no exercício uma poderosa ferramenta.

Quais benefícios os exercícios físicos trazem para a saúde mental?

Os efeitos vão muito além da liberação de hormônios do bem-estar. Abaixo, listamos os principais ganhos que a prática constante de exercícios proporciona para a saúde mental — todos comprovados por estudos recentes:

1. Redução da ansiedade

Práticas como ioga, caminhada e alongamento ativam o sistema parassimpático, reduzindo os níveis de cortisol (hormônio do estresse) e promovendo relaxamento físico e mental. Exercícios aeróbicos de intensidade moderada, como pedalar e nadar, também ajudam a equilibrar o sistema nervoso autônomo, o que é fundamental para diminuir a ansiedade.

Além disso, a repetição de movimentos e o foco no corpo durante a atividade geram uma espécie de “pausa mental”, afastando pensamentos acelerados. Essa atenção plena ajuda o cérebro a processar emoções com mais equilíbrio.

2. Alívio de sintomas da depressão

Estudos indicam que treinos regulares promovem alterações positivas em áreas cerebrais relacionadas ao humor, como o hipocampo. Isso resulta em aumento da neurogênese (formação de novos neurônios), algo frequentemente prejudicado em pessoas com depressão.

Além disso, atividades em grupo como dança ou zumba potencializam o efeito antidepressivo ao promover interação social — um fator protetor essencial no tratamento.

3. Controle da síndrome do pânico

Pessoas com síndrome do pânico tendem a experimentar picos de adrenalina. Exercícios cardiovasculares ajudam o corpo a se habituar a sensações físicas similares às de uma crise (como taquicardia ou falta de ar), reduzindo o medo condicionado a esses sinais. Assim, o cérebro reaprende a interpretar essas reações como naturais e passageiras.

4. Melhora nos sintomas do TDAH

Exercícios físicos elevam os níveis de dopamina e norepinefrina no cérebro, substâncias que regulam a atenção e o comportamento. Por isso, a atividade física atua de forma semelhante a medicamentos usados no tratamento do TDAH. Crianças, adolescentes e adultos com o transtorno se beneficiam especialmente de atividades que combinam estímulo motor e foco mental, como o treinamento funcional e artes marciais.

5. Mais autoestima e senso de conquista

Conquistar metas semanais de treino, notar evolução física e perceber mais disposição no dia a dia afeta diretamente a forma como a pessoa se enxerga. A constância no exercício fortalece a autoestima e o autocuidado, promovendo sensação de autoconfiança, controle e progresso.

Quais exercícios ajudam mais a mente?

Não existe um único tipo de exercício para saúde mental. O ideal é optar por algo que combine com você — e, claro, que possa ser praticado com regularidade. Veja algumas opções eficientes para diferentes perfis:

  • Caminhada: Reduz o estresse e melhora o humor, especialmente se feita ao ar livre.
  • Dança: Une movimento, música e socialização, fatores que estimulam emoções positivas.
  • Alongamento: Relaxa a musculatura e reduz tensões acumuladas no corpo.
  • Treinamento funcional: Trabalha força, coordenação e foco, beneficiando a atenção plena.
  • Natação: Controla a respiração, melhora a postura e promove sensação de leveza.
  • Ioga e pilates: Estimulam a consciência corporal e a regulação emocional.
  • Ciclismo: Proporciona foco no trajeto e sensação de liberdade, diminuindo pensamentos intrusivos.

Quero começar: por onde?

O primeiro passo é escolher uma modalidade que desperte prazer, não obrigação. Evite iniciar com algo que você “acha que deveria fazer” e aposte em algo que gere motivação. Assim, fica mais fácil manter a consistência.

De forma prática, comece com 20 a 30 minutos diários, respeitando seu condicionamento e aumentando gradualmente. Acompanhamento profissional também é indicado para adaptar a carga, prevenir lesões e garantir uma evolução segura.

E depois, como manter?

A chave para criar um hábito está na regularidade e na recompensa percebida. Ao notar as melhorias na disposição, foco e humor, a tendência é que o próprio corpo peça por movimento. Como destaca a professora Amanda: “naturalmente, se buscamos uma vida ativa e saudável, com exercícios prazerosos e frequentes, nossa mente se mantém da mesma forma”.

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