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A atividade física interfere na imunidade?

Evidências apontam que sim! Os exercícios também estariam associados ao aumento da potência da vacinação

Por: Redação03/02/2022Tempo de leitura: 3 mins

atividade física interfere na imunidade

Os benefícios da atividade física regular são pra lá de conhecidos – do ajuste de índices, como colesterol e triglicérides, passando pela redução de dores articulares e musculares, até a melhora da saúde mental. Resumindo: a qualidade de vida resulta de vários fatores e a prática de exercícios interfere em muitos deles.

Mas, segundo alguns estudos, outra variável estaria ligada à atividade física: a imunidade, ou seja, o mecanismo de defesa do organismo contra micro-organismos e substâncias estranhas. O artigo Effects of Regular Physical Activity on the Immune System, Vaccination and Risk of Community-Acquired Infectious Disease in the General Population: Systematic Review and Meta-Analysis (ou Efeitos da atividade física regular no sistema imunológico, vacinação e risco de doenças infecciosas adquiridas na comunidade na população geral: revisão sistemática e metanálise, em tradução livre), publicado no periódico Sports Medicine em agosto do ano passado, vai ao encontro dessa ideia. O texto defende que, embora não haja evidências conclusivas da associação entre atividade física e o fortalecimento do sistema imunológico, a prática regular de exercícios reduz o risco de aquisição e mortalidade por doenças infecciosas, como a Covid-19

Para colher as informações para o artigo foram reunidos sete bancos de dados de grupos de adultos com diferentes níveis de atividade física (exceto atletas de elite) e considerados indicadores como contagem de células do sistema imunológico e concentração de anticorpos, entre outros. O resultado foi 31% de redução de risco de doenças infecciosas em pessoas com nível mais alto de atividade física habitual, e 37% de redução da mortalidade pela mesma causa. Nesse grupo também foi verificado um aumento de células CD4, que integram o sistema imunológico, e maior concentração de anticorpos após a vacinação.

O artigo menciona, ainda, que a prática regular de atividade física moderada a vigorosa pode fortalecer o efeito das campanhas de vacinação e ressalta que, apesar das restrições de locomoção em muitos países durante a pandemia, vários governos destacaram a importância de a população permanecer fisicamente ativa. O fato de os exercícios contribuírem com a saúde cardiovascular e beneficiarem pessoas com doenças crônicas também levanta a possibilidade de eles indiretamente conferirem uma proteção extra.

No Brasil, um estudo da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP)  divulgado em janeiro mostrou que pessoas ativas apresentam 50% mais chances de soroconversão (ou seja, o desenvolvimento de anticorpos contra determinado microorganismo) e de produção de anticorpos neutralizantes após seis meses de imunização com as duas doses de Coronavac. A pesquisa foi feita com 748 pacientes do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Você pode ler mais nesta matéria do Smart Fit News

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