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Frieira: causas e tratamentos

Descubra como se livrar deste incômodo

30/01/2020Tempo de leitura: 3 mins

Smart Fit Por: Smart Fit

Frieira

A frieira, também chamada de tinea pedis ou pé-de-atleta,  é uma infecção fúngica que pode afetar qualquer pessoa, mas é especialmente comum em quem pratica esportes ou usa calçados fechados por longos períodos.

Segundo a dermatologista Fernanda Nichelle, de São Paulo, ela surge mais frequentemente entre os dedos dos pés, mas também pode aparecer na planta dos pés, nas mãos e até na virilha. Já o dermatologista Victor Bechara alerta que, em alguns casos, a frieira pode vir acompanhada de micose nas unhas. A seguir, saiba mais!

O que é frieira?

“É uma infecção fúngica altamente contagiosa da pele ou do couro cabeludo, causada por fungos chamados dermatófitos”, explica Fernanda.

O nome popular pé-de-atleta se deve ao fato de que atletas costumam usar tênis fechados e transpirar bastante, criando um ambiente quente e úmido, ideal para o desenvolvimento dos fungos.

Esses fungos se alimentam de queratina, a proteína presente em unhas, cabelos e na camada superficial da pele, e se multiplicam com facilidade quando encontram calor, umidade e pouca ventilação

Por isso, pessoas que suam muito nos pés, não secam bem a região ou frequentam ambientes coletivos úmidos correm maior risco.

Principais causas da frieira

De acordo com Bechara, a frieira é favorecida por um conjunto de fatores que criam condições  para o crescimento dos fungos:

  • Umidade constante: o suor excessivo e o hábito de não secar bem os pés após o banho mantêm a pele úmida, favorecendo a proliferação fúngica.
  • Calor e abafamento: o uso prolongado de sapatos fechados, principalmente de materiais sintéticos, eleva a temperatura dos pés e reduz a ventilação.
  • Contato com superfícies contaminadas: pisos de vestiários, chuveiros coletivos e bordas de piscina costumam abrigar fungos, que sobrevivem por longos períodos nesses locais.
  • Compartilhamento de objetos pessoais: meias, toalhas e calçados usados por pessoas infectadas podem transmitir a doença.
  • Baixa imunidade ou doenças de pele: alterações no sistema imunológico ou problemas como dermatite podem facilitar a instalação e persistência da frieira.

Sintomas: como identificar a frieira

Reconhecer os sinais cedo é o primeiro passo para iniciar o tratamento e evitar complicações. Os sintomas mais comuns incluem:

  • Coceira intensa: geralmente o primeiro sinal, piora quando os pés estão abafados.
  • Descamação da pele: a região afetada começa a soltar pequenas “pelinhas”, principalmente entre os dedos.
  • Vermelhidão e inflamação: indicam que a pele está irritada e respondendo à infecção.
  • Fissuras ou erosões: pequenas rachaduras que podem causar dor e aumentar o risco de infecção bacteriana.
  • Manchas esbranquiçadas: comuns nas lesões entre os dedos, devido à maceração da pele pela umidade.
  • Ardência e sensibilidade: desconforto ao caminhar ou calçar sapatos.
  • Odor característico: resultado da combinação entre suor, fungos e bactérias.

Tratamento para frieira

De acordo com Fernanda, o tratamento costuma começar com antifúngicos tópicos, como pomadas ou sprays aplicados diretamente na pele.

Nos casos mais persistentes ou extensos, pode ser necessário o uso de medicação oral prescrita pelo dermatologista.

Além dos medicamentos, alguns cuidados diários aceleram a recuperação e previnem a reincidência:

  • Secar bem os pés, especialmente entre os dedos, após o banho ou exercícios.
  • Trocar as meias sempre que estiverem úmidas.
  • Alternar os calçados para que possam ventilar e secar.
  • Preferir sapatos abertos ou feitos com materiais respiráveis.

Segundo Bechara, produtos secantes, como pós antifúngicos, violeta de genciana, solução de Bürow (5% de subacetato de alumínio) e solução de cloreto de alumínio, também podem ser indicados pelo médico.

Como prevenir a frieira

A prevenção envolve hábitos simples, mas consistentes:

  • Use chinelos em vestiários, chuveiros e áreas de piscina para evitar contato direto com o piso.
  • Higienize calçados e meias regularmente, evitando guardar tênis úmidos.
  • Prefira meias de algodão ou tecidos que favoreçam a respiração da pele.
  • Dê descanso aos pés: alterne o uso de sapatos fechados com calçados abertos sempre que possível.
  • Mantenha a pele saudável: hidratar os pés ajuda a evitar fissuras que facilitam a entrada de fungos.
  • Atenção após atividades físicas: lave e seque bem os pés logo após treinar, especialmente em dias quentes.

Qual médico procurar?

O dermatologista é o profissional mais indicado para diagnosticar e tratar a frieira. Ele avaliará a gravidade e indicará o tratamento mais eficaz para cada caso.Em situações mais leves, o clínico geral também pode orientar e prescrever medicamentos.

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